Avaliação de risco e acesso ao crédito: o que incorporadores precisam entender para financiar seus projetos

Como funciona a avaliação de risco para financiamento imobiliário? Entenda por que gestão de caixa, contabilidade e planejamento são decisivos para acessar crédito.

Avaliação de risco e acesso ao crédito: o que incorporadores precisam entender para financiar seus projetos

Acessar financiamento imobiliário ainda é um dos maiores desafios para incorporadores no Brasil, especialmente para quem atua no Minha Casa, Minha Vida (MCMV). Muitos projetos são viáveis, bem localizados e com demanda comprovada, mas acabam travando na mesma etapa: a análise de crédito.

O problema raramente está no empreendimento. Na maioria dos casos, ele está na forma como a empresa se organiza financeiramente, apresenta seus números e planeja o caixa ao longo da obra.

Esses pontos foram discutidos em profundidade em uma conversa entre Gláucia Cruz, fundadora da GS Risk e especialista em análise de crédito com quase 30 anos de experiência na CAIXA Econômica Federal, e Caio Bonatto, CEO e cofundador da Makasí.

Convidamos você a assistir à conversa completa, que complementa e aprofunda os temas abordados aqui:

Por que boas incorporadoras têm crédito negado?

Segundo Gláucia Cruz, um dos erros mais comuns é acreditar que o banco reprova crédito por excesso de burocracia ou subjetividade. Na prática, a avaliação de risco segue critérios objetivos e bem definidos.

Quando uma incorporadora tem crédito negado, normalmente o motivo está em:

  • Contabilidade mal estruturada
  • Indicadores financeiros inconsistentes
  • Falta de governança
  • Desconhecimento do próprio negócio

Em sua experiência, Gláucia observa que mais de 80% das empresas que ela atende tinham o crescimento limitado por falta de preparo financeiro, e não por ausência de mercado ou produto.

Veja também | Crédito para Exposição de Caixa: como a governança e a estrutura jurídica definem seu acesso ao financiamento

Avaliação de risco para financiamento imobiliário: método, não sorte

Avaliação de risco não é aposta.

Como resume Gláucia Cruz durante a conversa:

Gestão de risco e se preparar para tomar crédito não é na sorte. É método.

Os bancos analisam indicadores clássicos que revelam a saúde real da empresa, como:

  • Margem operacional
  • Rentabilidade
  • Endividamento
  • Patrimônio líquido
  • Capacidade de geração de caixa

Esses números precisam contar uma história coerente. Quando a contabilidade não reflete corretamente a lógica da incorporação imobiliária, o banco simplesmente não consegue confiar na empresa, independentemente do tamanho do projeto.

O papel decisivo da contabilidade na incorporação imobiliária

Um dos alertas mais diretos de Gláucia é claro: incorporadora precisa de contador especializado em incorporação imobiliária.

Ela afirma que cerca de 90% das contabilidades analisadas precisam ser refeitas, pois não traduzem a dinâmica real do negócio. O objetivo da contabilidade não é apenas cumprir obrigações fiscais, mas demonstrar organização, capacidade de gestão e previsibilidade financeira.

Problemas comuns encontrados na análise de crédito incluem:

  • Patrimônio líquido negativo
  • Prejuízos recorrentes
  • Endividamento desorganizado
  • Indicadores incompatíveis com o setor imobiliário

E a lógica do banco é simples: quem empresta dinheiro precisa ter segurança de que ele será devolvido.

Gestão de caixa: o ponto mais sensível do MCMV

No Minha Casa, Minha Vida, especialmente no modelo de apoio à produção, a gestão de caixa é um fator crítico.

Mesmo com financiamento aprovado, existe uma fase em que:

  • As vendas ainda não geraram caixa suficiente
  • As medições da obra não cobrem todos os custos
  • A fase suspensiva exige capital próprio

Esse período é conhecido como exposição de caixa. Ele é natural, previsível, mas perigoso para quem não se planeja.

Gláucia é direta ao tratar desse ponto:

“A principal causa de quebra de incorporadoras é a falta de gestão do caixa.”

Ou seja, a exposição de caixa não é sinal de erro, mas de falta de preparo. Quando ela não é mapeada com antecedência, o risco deixa de ser financeiro e passa a ser estrutural.

Crédito Ponte Makasí: financiamento para exposição de caixa no MCMV

Foi justamente para resolver esse gargalo que a Makasí estruturou o Crédito Ponte — Crédito para Exposição de Caixa MCMV.

O Crédito Ponte funciona como uma ponte financeira, permitindo que a incorporadora atravesse o período de maior pressão de caixa sem comprometer sua operação, seus indicadores ou sua capacidade de crescer.

Na prática, ele ajuda a:

  • Financiar a exposição de caixa dos empreendimentos MCMV
  • Evitar soluções emergenciais e caras
  • Preservar a saúde do balanço
  • Ganhar tempo para estruturar governança e contabilidade

Veja também | Crédito para Exposição de Caixa MCMV: a solução da Makasí para dar mais fôlego ao seu negócio

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Engenheiros, finanças e crescimento sustentável

Grande parte das incorporadoras nasce da engenharia, e isso é uma força. Mas engenharia, sozinha, não sustenta crescimento.

Gláucia reforça que não é necessário virar especialista em finanças, mas é indispensável:

  • Entender o básico do balanço
  • Saber como decisões impactam o caixa
  • Participar ativamente das decisões financeiras

As empresas que crescem de forma consistente são aquelas em que o fundador se cerca de bons profissionais, mas não se afasta da gestão financeira.

O primeiro passo para destravar o crédito

Para quem enfrenta dificuldade em acessar financiamento imobiliário, o caminho é mais simples do que parece:

  1. Entender por que o crédito foi negado
  2. Organizar a contabilidade
  3. Mapear a exposição de caixa
  4. Buscar crédito especializado e planejado

Crédito não é o vilão. Improviso é.

Crédito: alavanca de crescimento

A análise de crédito não existe para travar negócios, mas para proteger recursos e garantir que bons projetos cheguem ao fim.Quando a incorporadora entende a lógica da avaliação de risco para financiamento imobiliário, organiza seus números e planeja o caixa, o crédito deixa de ser um obstáculo e passa a ser uma alavanca de crescimento.

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